Será que o comprimido cor-de-rosa funciona mesmo?
A empresa farmacêutica norte-americana Sprout Pharmaceuticals conseguiu no dia 18 de agosto de 2015 a aprovação para comercialização, pela autoridade que regula a introdução dos medicamentos no mercado (FDA, Food and Drug Administration), do medicamento flibanserina, sob o nome comercial Addyi. O objetivo deste medicamento é tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo (HSDD) – a diminuição do desejo sexual em mulheres que ainda não entraram na menopausa. “HSDD é definida com uma ausência persistente de pensamentos sexuais, de fantasias, de recetividade e vontade de envolvimento em atividades sexuais que causa ansiedade pessoal e nos relacionamentos e não pode ser justificado por outra condição médica ou pelo efeito de outra substância”, referiu o laboratório. Este medicamento é o primeiro no mercado com o objetivo de tratar diretamente a falta de desejo sexual – nenhum dos medicamentos de tratamento de disfunção sexual nos homens têm este objetivo. Flibanserina é recomendado às mulheres na fase de pré-menopausa – que inclui toda a vida sexual da mulher até ao aparecimento dos primeiros sinais da menopausa – que sofra de transtorno de desejo sexual hipoativo. O medicamento Addyi, que se prevê que comece ser vendido a 17 de outubro, tem um composto que potencia e outro que inibe a ligação da serotonina – a hormona que regula, entre outras coisas, a ansiedade e o humor, mas também a locomoção, a fome e a líbido. Mas, como refere a FDA em comunicado, ainda não foi possível perceber qual o mecanismo pelo qual aumenta o desejo sexual e diminui a ansiedade em relação a isso. See how the 'female Viagra' drug works pic.twitter.com/fb9kzpz3dk A Business Insider referiu que os alvos do flibanserina são dois neurotransmissores (substâncias que transmitem impulso nervoso): a dopamina, que atua na sensação de recompensa e prazer, e a norepinefrina, que controla a atenção e e a resposta ao meio ambiente. No entanto, e como alertou Bernardo Barahona Corrêa, consultor na Unidade de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, ainda existem poucas evidências que este fármaco seja realmente eficaz a cumprir o objetivo a que se destina.
Especialistas explicam que o medicamento pode não ser uma boa solução para todos os casos
“Addyi foi aprovado com um estratégia para avaliação e mitigação do risco (REMS), que inclui elementos para assegurar o uso seguro (ETASU)”, referiu a FDA em comunicado de imprensa. Estas medidas foram tomadas devido aos efeitos secundários previstos: pode causar quebras de tensão e perdas de consciência, efeitos que são agravados quando há ingestão de álcool, quando a mulher está a tomar determinados medicamentos ou caso tenha problemas de fígado. O medicamento que promete ser revolucionário vem recheado de avisos e precauções: obriga à prescrição médica e à formação específica e certificação dos profissionais se saúde – médicos e farmacêuticos -, alerta a FDA. “Os doentes e aqueles que prescrevem [o medicamento] devem compreender totalmente os riscos associado ao uso de Addyi antes de considerarem o tratamento”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. Aconselha-se que as mulheres tomem o medicamento ao deitar, para diminuir as consequências dos possíveis efeitos secundários, como hipotensão, síncope ou sonolência. E o consumo de álcool é totalmente contraindicado enquanto a mulher estiver a tomar a medicação. Durante os ensaios clínicos, as mulheres também referiram tonturas, náuseas, fadiga, insónia e boca seca.
- Os produtos vendidos online como "viagra feminino natural" são frequentemente falsificados e podem conter substâncias perigosas não declaradas.
- A Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) alerta para os riscos da compra de medicamentos não autorizados em sites não oficiais.
- Algumas mulheres experimentam melhoria da libido com suplementos de maca peruana, mas os estudos são escassos e contraditórios.
- O ginseng e o tribulus terrestris são por vezes usados, mas não têm aprovação para uso terapêutico em disfunção sexual feminina.
- É sempre preferível consultar um ginecologista ou urologista do que auto-medicar-se com produtos de eficácia duvidosa.
No site da empresa Sprout Pharmaceuticals lê-se que o medicamento não serve para tratar perda de desejo sexual devido a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas na relação ou a efeitos secundários de outros medicamentos. @US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Genérico | 100mg | 10 comprimidos | 28.91€ 27.53€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 180 + 4 comprimidos | 337.30€ 321.24€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 90 + 6 comprimidos | 170.79€ 162.66€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 270 + 10 comprimidos | 379.76€ 361.68€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 90 + 6 comprimidos | 107.37€ 102.26€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 30 + 4 comprimidos | 60.91€ 58.01€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 10 comprimidos | 25.19€ 23.99€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 270 + 8 comprimidos | 198.48€ 189.03€ | |
| Viagra Original | 100mg | 8 comprimidos | 59.84€ 56.99€ | |
| Viagra Original | 100mg | 76 + 4 comprimidos | 306.59€ 291.99€ | |
| Viagra Original | 100mg | 34 + 2 comprimidos | 163.67€ 155.88€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 10 comprimidos | 44.09€ 41.99€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 120 + 16 comprimidos | 198.37€ 188.92€ | |
| Viagra Original | 100mg | 48 + 4 comprimidos | 207.15€ 197.29€ |
Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários. “A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo.
| Medicamento | Estado na EMA | Motivo da não aprovação | Alternativa na UE |
|---|---|---|---|
| Flibanserina | Recusado (2013) | Relação benefício-risco desfavorável | Nenhum equivalente direto |
| Bremelanotida | Não submetido | — | Nenhum |
| Testosterona | Aprovada apenas para homens | Falta de estudos em mulheres | Uso off-label com supervisão |
| Ospemifeno | Aprovado | — | Indicado para dor durante relação |
O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina.
- A flibanserina, vendida sob a marca Addyi, foi aprovada nos EUA, mas não está disponível nas farmácias portuguesas.
- A bremelanotida (Vyleesi) é administrada por injeção subcutânea, cerca de 45 minutos antes da atividade sexual, e não é comercializada em Portugal.
- Muitos médicos portugueses receitam, fora da indicação formal, terapias hormonais como a testosterona em baixas doses para mulheres na pós-menopausa.
- Os efeitos secundários mais comuns destes fármacos incluem náuseas, tonturas, sonolência e alterações da pressão arterial.
- A interação com álcool é particularmente perigosa com a flibanserina, podendo causar hipotensão grave e síncope.
No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as como comprar viagra feminino crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer.
O enigma do desejo feminino
A empresa farmacêutica norte-americana Sprout Pharmaceuticals conseguiu no dia 18 de agosto de 2015 a aprovação para comercialização, pela autoridade que regula a introdução dos medicamentos no mercado (FDA, Food and Drug Administration), do medicamento flibanserina, sob o nome comercial Addyi. O objetivo deste medicamento é tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo (HSDD) – a diminuição do desejo sexual em mulheres que ainda não entraram na menopausa. “HSDD é definida com uma ausência persistente de pensamentos sexuais, de fantasias, de recetividade e vontade de envolvimento em atividades sexuais que causa ansiedade pessoal e nos relacionamentos e não pode ser justificado por outra condição médica ou pelo efeito de outra substância”, referiu o laboratório. Este medicamento é o primeiro no mercado com o objetivo de tratar diretamente a falta de desejo sexual – nenhum dos medicamentos de tratamento de disfunção sexual nos homens têm este objetivo. Flibanserina é recomendado às mulheres na fase de pré-menopausa – que inclui toda a vida sexual da mulher até ao aparecimento dos primeiros sinais da menopausa – que sofra de transtorno de desejo sexual hipoativo.
6. Ginseng
O medicamento Addyi, que se prevê que comece ser vendido a 17 de outubro, tem um composto que potencia e outro que inibe a ligação da serotonina – a hormona que regula, entre outras coisas, a ansiedade e o humor, mas também a locomoção, a fome e a líbido. Mas, como refere a FDA em comunicado, ainda não foi possível perceber qual o mecanismo pelo qual aumenta o desejo sexual e diminui a ansiedade em relação a isso. See how the 'female Viagra' drug works pic.twitter.com/fb9kzpz3dk A Business Insider referiu que os alvos do flibanserina são dois neurotransmissores (substâncias que transmitem impulso nervoso): a dopamina, que atua na sensação de recompensa e prazer, e a norepinefrina, que controla a atenção e e a resposta ao meio ambiente. No entanto, e como alertou Bernardo Barahona Corrêa, consultor na Unidade de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, ainda existem poucas evidências que este fármaco seja realmente eficaz a cumprir o objetivo a que se destina. “Addyi foi aprovado com um estratégia para avaliação e mitigação do risco (REMS), que inclui elementos para assegurar o uso seguro (ETASU)”, referiu a FDA em comunicado de imprensa.
O medicamento que gera controvérsia
Estas medidas foram tomadas devido aos efeitos secundários previstos: pode causar quebras de tensão e perdas de consciência, efeitos que são agravados quando há ingestão de álcool, quando a mulher está a tomar determinados medicamentos ou caso tenha problemas de fígado. O medicamento que promete ser revolucionário vem recheado de avisos e precauções: obriga à prescrição médica e à formação específica e certificação dos profissionais se saúde – médicos e farmacêuticos -, alerta a FDA. “Os doentes e aqueles que prescrevem [o medicamento] devem compreender totalmente os riscos associado ao uso de Addyi antes de considerarem o tratamento”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. Aconselha-se que as mulheres tomem o medicamento ao deitar, para diminuir as consequências dos possíveis efeitos secundários, como hipotensão, síncope ou sonolência. E o consumo de álcool é totalmente contraindicado enquanto a mulher estiver a tomar a medicação. Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos.
Conhece a ‘prova do laço’ para dengue? teste não deve ser feito em casa
Durante os ensaios clínicos, as mulheres também referiram tonturas, náuseas, fadiga, insónia e boca seca. No site da empresa Sprout Pharmaceuticals lê-se que o medicamento não serve para tratar perda de desejo sexual devido a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas na relação ou a efeitos secundários de outros medicamentos. @US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual.
7. Ginkgo biloba
Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários. “A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana.
Qual o efeito do flibanserin?
“A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.
Se não uma pílula, o que então?
Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens.
3. DHEA
2. Testosterona
E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema.
Em suma
5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as como comprar viagra feminino crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer. Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se ao tratamento hormonal de substituição.
Flibanserin é o mesmo que Viagra?
“Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação.
1. Flibanserin
Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação.
| Causa | Categoria | Exemplo concreto | Abordagem possível |
|---|---|---|---|
| Fatores hormonais | Fisiológica | Menopausa, pós-parto | Terapêutica hormonal |
| Stress e fadiga | Psicológica | Sobrecarga profissional | Gestão do stress |
| Conflitos de relação | Relacional | Falta de comunicação | Terapia de casal |
| Medicação | Iatrogénica | Antidepressivos (ISRS) | Ajuste da medicação |
| Doenças crónicas | Orgânica | Diabetes, hipotiroidismo | Controlo da doença base |
Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens.
- O "viagra feminino" não funciona como o sildenafil nos homens, que atua diretamente no fluxo sanguíneo dos órgãos genitais.
- Nas mulheres, a excitação e o desejo são processos complexos que envolvem o contexto emocional, a autoestima e a imagem corporal.
- Alguns médicos portugueses prescrevem sildenafil off-label para mulheres, mas os resultados são inconsistentes e não recomendados pelas guidelines.
- Os estudos clínicos mostram que a flibanserina tem um efeito modesto, aumentando o número de eventos sexuais satisfatórios em menos de um por mês.
- É fundamental distinguir entre falta de desejo e incapacidade de excitação ou de atingir o orgasmo, pois os tratamentos diferem.
E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens.
Viagra feminino: mito ou realidade?
O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida.
| Alternativa | Tipo | Eficácia relatada | Precauções |
|---|---|---|---|
| Terapia sexual | Psicológica | Elevada em disfunções psicogénicas | Requer terapeuta qualificado |
| Exercício físico regular | Comportamental | Moderada | Nenhuma relevante |
| Ginseng | Fitoterápico | Baixa evidência científica | Interações com anticoagulantes |
| Maca peruana | Suplemento | Resultados inconsistentes | Evitar em casos de cancro hormonal |
| Mindfulness | Prática mental | Moderada | Exige prática regular |
Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos).
- A definição de PDSH exige que o problema cause sofrimento significativo, não sendo apenas uma queixa passageira.
- Em Portugal, a investigação sobre a sexualidade feminina é ainda incipiente, faltando estudos epidemiológicos robustos.
- As mulheres mais jovens podem sofrer de falta de desejo devido a fatores psicossociais, como a pressão para ter uma vida sexual ativa.
- A disfunção sexual feminina não é uma fatalidade e, na maioria dos casos, pode ser tratada com sucesso com uma abordagem multidisciplinar.
- O acompanhamento psicológico é muitas vezes indispensável para resolver questões de trauma, abuso ou vergonha sexual.
Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens.
- Viagra sem receita médica: o que mudou em Portugal
- Viagra o que é e como surgiu este fármaco
- Riscos graves de adquirir Viagra fora dos circuitos oficiais
- Lovegra feminino: solução para a disfunção sexual
- Onde Comprar Kamagra Gel 100 mg Oral Jelly em Portugal
- Sildenafil – działanie, stosowanie i możliwe skutki uboczne
- VIAGRA 100 mg Filmtabletten